A forma correta de registrar horas de voo ainda gera dúvidas entre pilotos, operadores e instrutores. Embora pareça um detalhe burocrático, a contabilização precisa impacta diretamente programas de manutenção, experiência da tripulação, checagens, inspeções, CIV Digital e fiscalizações da ANAC.

A legislação brasileira diferencia dois tempos fundamentais: tempo em serviço da aeronave e tempo de voo do tripulante. Entender esses conceitos é essencial para evitar inconsistências no diário de bordo.

O que dizem as normas: definições fundamentais (RBAC 01)

Segundo o RBAC 01, existem duas contagens distintas:

Tempo em serviço (aeronave)

É o tempo utilizado para fins técnicos e de manutenção.
Corresponde ao intervalo entre:

  • o momento em que a aeronave decola e
  • o momento em que ela toca o solo durante o pouso.

É essa referência que alimenta o Controle Técnico de Manutenção (CTM) e determina tarefas, inspeções, TBO, programas de revisão e limites operacionais.

Tempo de voo (tripulantes)

É a referência utilizada para experiência, habilitações, CIV, cheques e regulamentos operacionais. A forma de cálculo varia por categoria:

Helicópteros (asa rotativa)

O tempo inicia quando o rotor começa a girar e termina quando o helicóptero retorna ao repouso total.

Aeronaves de asa fixa

O tempo começa quando a aeronave passa a mover-se por seus próprios meios com o propósito de voar e termina quando para completamente após o pouso.

Por que, na prática, usa-se acionamento e corte?

O exato instante em que um rotor começa a girar ou um avião inicia o rolamento raramente é anotado pelo piloto no minuto exato.
Por isso, a indústria e a ANAC aceitam o uso dos horários de:

  • acionamento,
  • decolagem,
  • pouso,
  • corte.

como base para calcular a experiência.

Assim, o intervalo entre acionamento e corte é usado como referência para o tempo de voo do tripulante, enquanto decolagem e pouso permanecem como referencial técnico para a aeronave.

Como registrar corretamente no diário de bordo

O diário de bordo deve conter:

  • Horário de partida (acionamento)
  • Horário de decolagem
  • Horário de pouso
  • Horário de corte

Com isso, é possível calcular de forma consistente:

  • tempo em serviço da aeronave,
  • tempo total do piloto,
  • tempo de comando,
  • IFR,
  • noturno,
  • experiência por equipamento.

Como reduzir erros e automatizar esses cálculos

A digitalização do diário de bordo elimina erros comuns e inconsistências.
Na Plane it, basta registrar os horários, e o sistema automaticamente calcula:

  • tempo em serviço (decolagem ↔ pouso),
  • tempo de voo para experiência (acionamento ↔ corte),
  • tempos IFR, noturno e por função,
  • relatórios completos para CIV Digital e auditorias.

Tudo atualizado conforme os regulamentos da ANAC e RBACs aplicáveis.

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Caso tenha dúvidas sobre os tempos de referência, registros ou adequação regulatória, nossa equipe está disponível para ajudar. Entre em contato.